Mês: Agosto 2017

10 Sinais Perigosos Que Está Em Burnout

Cada vez mais pessoas sofrem de burnout. O burnout é a resposta do nosso corpo ao stress crónico, resultando num esgotamento físico e mental.

Algumas das vezes, o burnout surge porque não sabemos tratar de nós emocionalmente.

A Inteligência Emocional trabalha diretamente o nosso cérebro emocional, que influencia os nossos pensamentos, influenciando o nosso comportamento, as nossas ações e consequentemente os nossos resultados.

Para combatermos o burnout, temos que reconhecer os sinais que aparecem primeiro. Neste artigo indicamos 10 sinais importantes e perigosos que podem indicar que estamos em burnout.

 

  1. Dificuldade em trabalhar e atritos nos relacionamentos
    Sentimos stress em tudo o que fazemos e principalmente nas interações com as outras pessoas. Por vezes, no trabalho, até parece que estamos a dar conta de tudo, mas a “cara feia” surge assim que chegamos a casa. Ficamos mais propensos ao conflito e a perder a calma, principalmente com as pessoas que nos são mais próximas (família).

 

  1. Problemas de saúde
    O burnout tem um impacto negativo devastador na nossa saúde mental e física. Se começar a experienciar um período com dores na coluna, depressão, problemas cardíacos, aumento generalizado de peso ou andar a ficar doente mais vezes do que é habitual em si, então precisa de considerar o papel da sua profissão na sua saúde. Assim como, decidir se a forma como lida com o seu trabalho, vale as consequências.

 

  1. Dificuldades cognitivas
    Estudos comprovam que o stress afeta o córtex pré-frontal, que é a parte do cérebro responsável pelas funções executivas. As funções executivas estão interligadas com a memória, capacidade de decisão, autogestão emocional e foco. Se percebe que anda a cometer erros disparatados, esquece-se de coisas importantes ou tem explosões emocionais com maior regularidade, provavelmente poderá estar em burnout.

 

  1. “Levar o trabalho para casa”
    Estarmos em casa e estarmos constantemente a pensar no trabalho, no que precisa ser feito, se aquilo que foi feito está bem feito e se não escapou nenhum detalhe importante. Este é um sinal forte que conduz ao burnout.

 

  1. Fadiga
    O burnout leva a um cansaço físico extremo, dado que o nosso corpo e a nossa mente estão sobrecarregados com todo o stress diário. Este cansaço físico extremo começa com o acordar sem energia, mesmo depois de uma boa noite de sono, com a necessidade de ingerir imensa cafeína para conseguir aguentar o dia ou de mal conseguir estar acordado no trabalho.

 

  1. Negatividade
    Mesmo que seja uma pessoa positiva, o burnout tende a tornar-nos negativos. Tome nota se ultimamente só se foca no pior/ negativo dos acontecimentos, se está uma pessoa muito crítica quanto ao comportamento dos outros e se sente cínica. Se sim, é altura de fazer algo quanto a isso, antes que se torne numa bola de neve.

 

  1. Diminuição da satisfação
    O burnout leva quase sempre a um sentido de constante insatisfação. Atividades e pessoas que antes costumavam deixar-nos animados, já não o fazem mais. Esta diminuição da satisfação torna o trabalho muito difícil, porque não importa o quanto estamos a dar de nós, não há retribuição suficientemente recompensadora que nos satisfaça.

 

  1. Perda de motivação
    Num estado de burnout, há uma luta constante para encontrar motivação para fazer o trabalho, mesmo que fique feito e bem feito. Ao em vez de sentirmos motivação em fazer o nosso trabalho, pelo trabalho em si, a motivação que conseguimos ter vem do medo – de perder prazos, ficarmos mal vistos (não corresponder às expetativas) ou sermos despedidos.

 

  1. Problemas de desempenho
    Pessoas que entram em burnout são normalmente “high achievers” e muitas não notam quando a sua performance começa a cair. É importante que sejamos capazes de monitorizar a nossa performance, sendo o feedback (genuíno e construtivo) uma ferramenta importante.

 

  1. Perda de autogestão emocional
    Há sempre uma grande luta contra as coisas que nos fazem sentir bem momentaneamente, mas a longo prazo não são boas para nós. Quando estamos em burnout, a nossa autogestão emocional (autocontrolo/resistência ao impulso) diminui e cedemos mais rapidamente às sensações de bem-estar momentâneas. Isto é em grande parte devido à forma como o stress compromete a nossa tomada de decisão e autocontrolo emocional e também parcialmente devido a menores níveis de confiança e motivação.

 

Deteta mais do que um deste sinais em si? Então poderá estar em burnout ou a caminhar para lá. Sugerimos que trate de combater o burnout. Se não souber como, aconselhamos começar a ler os nossos artigos e/ou participar em algum dos nossos programas para ganhar mais ferramentas que o possam ajudar.

Se For Um Preocupado Crónico, Isto é o Que Deve Saber Sobre o Seu Cérebro

Considera-se uma pessoa que se preocupa muito?

Este artigo explica a importância da preocupação no funcionamento do cérebro e como ela é positiva, MAS nas quantidades moderadas e adequadas.

Se é uma pessoa que está sempre preocupada com algo, ao ponto de já estar preocupada por estar sempre preocupada, este artigo aponta duas coisas fundamentais a ter em conta:

 

1. A preocupação é como se fosse o nosso Personal Trainer, ajudando a manter o nosso cérebro ativo e motivado

Na iminência de um perigo real, o nosso cérebro faz-nos sentir medo e esse medo serve de catalisador/motivador para uma ação, de forma a resolver o problema em que nos encontramos.
Para problemas mais ligeiros, o cérebro usa respostas igualmente ligeiras. A preocupação e ansiedade ajudam o cérebro a reconhecer e a focar-se nos problemas a longo-prazo e motiva-nos a tomar melhores decisões. Por exemplo, o colocar o cinto de segurança para evitar ferimentos graves num possível acidente de carro ou aplicar protetor solar para evitar um possível problema de pele no futuro.

 

2. A preocupação serve de almofada emocional que faz os nossos momentos altos, elevados, e os baixos, não assim tão maus

A preocupação é desconfortável, mas ajuda a equilibrar as nossas emoções (estudos demonstram que após sujeito a emoções de stress/ansiedade/medo/preocupação, uma situação que nos provoque momentos de comédia é muito mais amplificada. Um estudo mostrou que a série televisiva de comédia “Fawlty Towers” ficou mais engraçada, depois de se assistir a um filme de terror tenso.

A preocupação faz-nos prever cenários piores (por vezes exageradamente piores) e no caso de as coisas correram mal, o nosso cérebro já está preparado, diminuindo o impacto.

 

APESAR de um POUCO de preocupação ser um win-win emocional, ajudando-nos a estar motivados e a agir, DEMASIADA preocupação e ansiedade pode-nos paralisar.
Biologicamente, é normal sentirmos moderada preocupação (tal como stress ou ansiedade), MAS NÃO em estados intensos e, principalmente, contínuos. Se for este o caso, tem que fazer uma pausa e arranjar uma terapia (um hobbie que o relaxe, exercício físico aeróbico, técnicas de relaxamento, ajuda especializada, entre outros) para ajudar a aliviar os níveis elevados de preocupação e ansiedade.

 

Para quem “sofre” de preocupação moderada, dita “saudável”, veja isto como uma ajuda e não se preocupe por se preocupar.

 

Tradução adaptada de http://www.upworthy.com/if-youre-a-chronic-worrier-heres-what-you-should-know-about-your-brain

Reduza 90% do Seu Stress Com Estas 10 Regras

Um dos resultados em treinarmos a nossa Inteligência Emocional é conseguir reduzir o stress da nossa vida. Os efeitos do stress são muito matreiros, aparecem quando menos esperamos e a forma como respondemos a esses efeitos são apenas metade da batalha. Sim, leu bem. Apenas metade.

Segundo Travis Bradberry, especialista mundial em Inteligência Emocional, o segredo para ganhar a guerra contra o stress encontra-se naquilo que nós fazemos quando não estamos a trabalhar (partindo do pressuposto que não estamos sob efeito de stress nesses momentos).

Ter um hobby de que gostamos muito e que nos ajuda a relaxar é recomendado e importante para a nossa estrutura mental, mas não é o antídoto mais eficaz para combater o stress, como gostaríamos que fosse. E porquê? Bem, por mais apaixonamos que estejamos por esse hobby, em média gastamos não mais que 10% do nosso tempo a fazê-lo. Por isso, o segredo reside também em combater o stress nos restantes 90%, principalmente no tempo que gastamos no nosso trabalho.

É fundamental estruturamos como usamos esses 90% de forma sábia, caso contrário, iremos mais facilmente cair em maus hábitos que podem ampliar o stress, ao em vez de aliviá-lo.

Enumeramos 10 regras que irão ajudá-lo a combater o stress, mas há uma limitação: as regras não irão funcionar se trabalharmos demais. Se trabalha mais de 80-90 horas semanais, dificilmente encontrará a energia e o foco para estruturar melhor o seu tempo fora do trabalho.
E mais, de acordo com estudos de Stanford, a produtividade/hora declina acentuadamente quando a semana de trabalho excede as 50 horas e cai abruptamente após as 55 horas semanais. Desta forma, caso trabalhe 70, 80 ou 90 horas semanais, em termos de produtividade, provavelmente esta a fazer o equivalente a 55 horas semanais.

 

Regra n.º 1: Desconecte-se

Desconecte-se no sentido literal. Arranje forma de desconectar-se eletronicamente do seu trabalho (e-mail, telemóvel, tablet e computador profissional) ou nunca sai verdadeiramente do trabalho. Manter-se 24 horas disponíveis, 7 dias por semana, é uma barreira constante de stress que o impede de focar-se e recarregar baterias (as suas baterias). Contudo, sabemos que nem sempre isso é possível, por isso agende curtos e só alguns períodos específicos, fora das horas oficiais de trabalho, para dar uma espreitadela nos emails, e evita pensar no trabalho fora desses períodos.

 

Regra n.º 2: Minimize as tarefas rotineiras (entenda-se as domésticas)

As tarefas rotineiras (domésticas) tendem a monopolizar o nosso tempo livre e acabamos por perder a oportunidade de relaxar e refletir. Pior, se a quantidade de tarefas for elevada… então trabalhamos 7 dias na semana! Para impedir que isto aconteça, podemos agendar essas tarefas para serem feitas durante a semana, tal como uma tarefa profissional, um pouco ao longo dos 5 dias, e o que não ficar tratado durante esse período, passa para a semana a seguir.

 

Regra n.º 3: Exercite-se

Não tem tempo para treinar durante a semana? O fim de semana apresenta 48 horas livres para poder exercitar-se. Exercitarmos o nosso corpo cerca de 10 minutos por dia, liberta um neurotransmissor, o ácido gama-aminobutírico (IUPAC), responsável pela redução de stress. O exercício físico também é uma excelente forma de obter novas ideias. Grandes inovadores e pessoas de sucesso obtêm as melhores ideias enquanto se exercitam ao ar livre. Quer seja a correr, caminhar, andar de bicicleta ou até fazer jardinagem, ao exercitarmos o nosso corpo estamos a permitir uma introspeção alimentada por endorfinas. Por isso, procure a atividade física que melhor se adeque à sua personalidade e rotina.

 

Regra n.º 4: Encontre uma paixão

Estarmos focados em algo que adoramos fazer é uma ótima forma de escapar ao stress e abrir a nossa mente a novas perspetivas. Coisas como tocar música, ler, escrever, pintar ou até mesmo jogar com seus filhos podem ajudar a estimular diferentes modos de pensar que podem gerar grandes dividendos na semana a seguir.

 

Regra n.º 5: Passe tempo de qualidade em família
Passar tempo de qualidade com a família é essencial para recarregar e relaxar. Os dias da semana são tão movimentados e ocupados que deixam pouco tempo de qualidade para a família. Por isso, não deixe escapar os fins de semana. Leve os seus filhos a um sítio de que eles gostem e passe tempo de qualidade com eles, leve a sua cara-metade a um sítio que ambos gostem ou façam algo em conjunto que gostem e visitem os vossos familiares mais próximos, por exemplo.

 

Regra n.º 6: Agende micro aventuras

Compre bilhetes para um concerto, jogo ou atividade de que goste, faça uma reserva num hotel giro que até nem é assim tão caro e serve para mudar de ares, relaxar e divertir-se um pouco. Em vez de correr numa passadeira, combine uma caminhada com amigos/familiares. Estudos comprovam que antecipar algo bom que ainda está por chegar é, em parte, o que torna esse acontecimento agradável. Saber que no próximo sábado vamos fazer algo que gostamos, não só vai ser mais entusiasmante esperar que sábado chegue, como vai melhorar muito o nosso humor durante a semana.

 

Regra n.º 7: Acorde sempre à mesma hora

É tentador dormir sempre um pouco mais no fim de semana, principalmente para recuperar os “sonos em atraso”. O nosso corpo percorre uma série elaborada de fases de sono para que possamos acordar descansados e “frescos”. Uma dessas fases envolve a preparação da nossa mente para estar acordado e alerta, razão pela qual muitos de nós, por vezes, acordamos antes de nosso despertador tocar (o cérebro está treinado e pronto). Quando dormimos mais do que esse despertar natural, geralmente ao fim de semana (pelo menos, para quem não tem filhotes pequenos) ficamos com uma sensação de moleza e cansaço. Isto não é apenas perturbador para o nosso dia de folga, também torna-nos menos produtivo na segunda-feira porque o nosso cérebro não está pronto para acordar no tempo natural. Se precisa de recuperar o sono perdido, é sempre mais eficiente ir para a cama mais cedo.

 

Regra n.º 8: Refletir

A reflexão semanal é uma poderosa ferramenta de melhoria. Use o fim de semana para contemplar sobre assuntos do seu interesse, mesmo que sejam relacionados com o seu trabalho (note que contemplar não é o mesmo que estar a trabalhar) e isto irá ajudá-lo a encarar a sua semana com uma nova luz, podendo ajustar a sua abordagem ao trabalho, tornando-a mais eficiente e eficaz.

 

Regra n.º 9: Designar as manhãs como “o meu tempo”

Pode ser difícil ter tempo para si mesmo nos fins de semana, especialmente se tem família. Encontre uma maneira de participar em algo de que goste muito, logo pela manhã, irá ser extremamente recompensador na felicidade e limpeza da sua mente.

 

Regra n.º 10: Prepare-se para a próxima semana

O fim de semana é um grande momento para passar algum tempo planeando a sua próxima semana. Apenas 30 minutos de planeamento podem gerar ganhos significativos em produtividade e redução de stress, porque a semana torna-se mais de gerir e nos ficamos mais concentrados na execução das diversas tarefas.

 

Tradução adaptada de https://www.linkedin.com/pulse/antidote-stress-structure-dr-travis-bradberry

Como Ter Conversas Difíceis Quando Não Gosta de Conflitos

Evita ter conversas difíceis porque não gosta de conflitos? Ou conhece alguém assim?

Este artigo ensina algumas técnicas de como ter uma conversa difícil, especialmente se formos pessoas que evitam a todo o custo o conflito, quer no ambiente profissional, quer no pessoal.

Saber gerir conflitos é um dos pontos principais no relacionamento pessoais que é uma das categorias da Inteligência Emocional.

Antes de mais, é importante realçar que evitar ou protelar uma conversa difícil não trás benéficos alguns, muito pelo contrário. Aprendendo estas técnicas, que ao início podem parecer não-naturais, pode ajudar a reformular o seu pensamento sobre ter uma conversa difícil, principalmente se não gosta de conflitos.

#1 Adote uma postura com base no respeito e na curiosidade (e pare de se preocupar se gostam ou não de si)

As pessoas que evitam conflitos estão, muitas vezes, preocupadas com o seu grau de agradabilidade. Apesar de ser perfeitamente natural querermos que gostem de nós, nem sempre isso deve ser o mais importante. Entre numa conversa com uma atitude aberta e com desejo genuíno de ouvir/aprender, adote uma postura de respeito e curiosidade, em relação a si e a terceiros. Respeito genuíno e vulnerabilidade geram mútuo respeito e vulnerabilidade partilhada. Mesmo quando as conversas são difíceis, as mesmas podem manter-se num registo de suporte mútuo, respeitando o ponto de vista da outra pessoa e esperando que a outra pessoa respeite o seu.

 

#2 Concentre-se no que ouve e não no que diz

Na maioria das vezes, as pessoas que evitam conflitos gastam uma enorme quantidade de tempo mental reformulando os seus pensamentos. Embora possa ser uma preparação útil, estar a ruminar sobre o que vai dizer, pode sequestrar a sua mente durante todo o dia de trabalho e, por vezes, a noite também. E as conversas difíceis raramente ocorrem conforme nós planeamos, certo? Por isso, liberte-se dessa pressão e concentre-se mais em ouvir o que é dito e a observar.
Por exemplo, imagine que tem um colaborador que não vai cumprir, outra vez, o prazo de um projeto. Ao abordá-lo, faça-lhe perguntas neutras e de suporte: “Estou a ver que o projeto está atrasado. Estás a sentir alguma dificuldade/desafio em particular neste projeto?”, e depois oiça e observe. Seja genuinamente interessado e proativo, reúna o máximo de informação possível e faça um acompanhamento sem culpa.

A nossa atenção genuína e neutralidade encorajam as pessoas a colaborar. Para cada declaração que a outra pessoa faça, espelhe o que ela disse para validar que a entende corretamente.

 

#3 Seja direto/a

Dirija assuntos difíceis indo diretamente ao ponto. Tenha uma conversa franca e respeitável em que ambas as partes falem abertamente sobre os detalhes de uma questão. Falar com as pessoas honestamente e com respeito cria relações mutuamente gratificantes, mesmo quando as conversas são difíceis.

No entanto, note que, há situações onde diferenças culturais ou de personalidade devem ser consideradas. Se a pessoa com quem está a falar não valoriza a franqueza, então a conversa pode tornar-se mais agressiva. Nestes casos, há que moderar a postura do “ir direto ao ponto” e com algum jogo de cintura e muito respeito, vai-se chegando ao ponto pretendido.

Se a pessoa com quem está a falar, aparentar estar a distorcer o objetivo da conversa e ou não estar a compreendê-lo mesmo, peça-lhe, de vez em quando, para repetir o que ela acha que está a ser dito. Conforme o que ela transmite, pode ajustar a mensagem de forma a garantir que o conflito está a ser direcionado para a resolução. Este estilo de comunicação é mais aberto e menos ameaçador.

 

#4 Não adie

Costuma dar respostas do género: “agora eu não quero falar disto”, “isso agora não importa” ou “já não se justifica falar do assunto”?
Pode parecer arriscado ir direto ao assunto e falar sobre a situação, mas na grande maioria das situações, é precisamente isso que é necessário fazer. Adiar uma conversa para um momento futuro melhor, não vai ajudar, até porque esse momento pode não chegar e pode haver o risco de gerar-se um acumular de problemas derivados todos da mesma situação por resolver.
Dê a si mesmo e à outra pessoa tempo para colocar as ideias no sítio e tenha a conversa.

 

#5 Espere um resultado positivo

Em vez de dizer a si mesmo que conversa vai ser um desastre, diga antes que vai correr bem e que vai gerar resultados positivos. Concentre-se nos ganhos a longo prazo que a conversa irá criar para o relacionamento. Quando a sua atenção está focada em resultados positivos, ela irá mudar o seu processo de pensamento, assim como o seu diálogo interno, tornando-o mais construtivo.

 

Utilize estes cinco pontos para melhorar os seus relacionamentos pessoais, diminuindo os conflitos e aumentando a sua Inteligência Emocional.

 

Tradução adaptada de https://hbr.org/2017/05/how-to-have-difficult-conversations-when-you-dont-like-conflict

Motivar pessoas começa tendo a atitude correta

A maioria dos líderes sabe muito bem o que é estar fortemente motivado. Mas será que sabem como fomentar essa motivação?

Monique Valcour, professora de gestão e que trabalha com executivos, escreve um pouco sobre esse tema num artigo para a Harvard Business Review, o qual traduzimos e adaptamos abaixo.

Quando se pergunta aos líderes que tipo de motivação eles gostariam de ver nas suas equipas, as respostas são muito homogéneas e apontam para as seguintes qualidades: persistência, proatividade, responsabilidade, entreajuda e empenho em alcançar resultados (“vestir a camisola” e/ou “dar a milha-extra”).

Contudo, a maioria dos líderes tem pouca ideia de como impulsionar e/ou manter esse nível de motivação nas suas equipas.

Muitos líderes não entendem que eles são parte integrante do “ecossistema motivacional” nas empresas onde trabalham e que a maioria das qualidades indicadas (em cima) aparece com maior frequência em colaboradores que se sintam valorizados e desafiados (no sentido construtivo da experiência profissional), que têm a confiança das suas hierarquias e colegas, e que sabem que são apoiados no seu trabalho.

Todos estes aspetos são da responsabilidade de um verdadeiro líder influenciar. Para melhor ou pior, as atitudes e os comportamentos dos líderes têm um efeito enorme sobre a movimentação e a performance das suas equipas.
Um dos principais problemas é a visão mecanicista e instrumental que os líderes têm sobre os seus colaboradores. Achar que a compensação monetária é a única ferramenta que podemos usar para motivar é o mesmo que querermos construir uma casa, usando apenas um martelo.

O problema é que todo os incentivos e benefícios passam por um filtro no cérebro dos colaboradores, em conjunto com todas as suas experiências vividas no local de trabalho. Como os colaboradores vivem o trabalho, dia a dia, a forma como este é experimentado tem uma maior influência sobre a motivação do que o pacote salarial.

Outra barreira à capacidade de motivação de um líder é a crença generalizada e equivocada de que a motivação é uma propriedade inerente do colaborador – “o colaborador ou a tem ou não tem”. Na verdade, a motivação é um processo dinâmico e não uma caraterística imutável do colaborador. Quando consideramos que um colaborador está irremediavelmente desmotivado, desistimos de tentar motivá-lo e torna-se um ciclo vicioso, em que a nossa atitude e comportamentos vão alimentar exatamente os comportamentos que esperamos de um colaborador desmotivado, que por sua vez reforça e justifica a nosso parecer e abordagem.

E, no fim, todos perdem: a empresa é privada da prestação do colaborador, o líder acaba por não fazer o seu trabalho como líder e o colaborador sente-se cada vez mais frustrado.

A maioria dos problemas do foro interpessoal que surgem no mundo, quer seja em relacionamentos, empresas ou países, deve-se à dificuldade fundamental que as pessoas têm em ver as situações sob a perspetiva dos outros.

Quando fazemos suposições sobre o que os colaboradores acreditam e valorizam, estamos a interpretar os comportamentos de acordo com nossas suposições, e ao fazê-lo, reduzimos a sua essência e complexidade. A própria frase “recursos humanos” enquadra os colaboradores como um material que necessita ser gerido para os objetivos organizacionais.

Embora a natureza essencial dos contratos de trabalho envolva o comércio de trabalho por remuneração, se não apreciamos os nossos colaboradores como pessoas inteiras, os esforços para motivá-los terão um sucesso limitado.

Em vez de pensar sobre como podemos gerir os nossos colaboradores, seria mais eficiente pensar em como podemos motivá-los.

Uma boa forma de começar é fazer este simples exercício: pare e reflita sobre o/a melhor líder/chefe/mentor(a)/professor(a) que alguma vez já teve.

Como é que essa pessoa o/a fez sentir? O que é que essa pessoa fez para ganhar a sua admiração?

Com base nisso, tente adotar as melhores estratégias para gerir as suas equipas.

 

Tradução adaptada de https://hbr.org/2017/03/motivating-people-starts-with-having-the-right-attitude

10 maus hábitos das pessoas cronicamente infelizes!

O conhecimento e a prática de Inteligência Emocional, entre muitas outras coisas, permite obter uma maior consciência sobre nós próprios e sobre terceiros que ajuda-nos a melhorar os nossos hábitos para que o resultado dos mesmos seja a nosso favor.

Note que, alterarmos os nossos hábitos em nome de uma maior felicidade é das melhores coisas que podemos fazer por nós próprios. Mas também é importante por outra razão – assumir o controlo de nossa felicidade, através do controlo da nossa vida, torna todos à nossa voltas felizes também.

Travis Bradberry, no seu artigo que escreveu para a Forbes, aponta 10 maus hábitos crónicos que pioram o estado de infelicidade!

#1 Esperar pelo futuro
#2 Perder tempo e esforço a comprar “coisas”
#3 Ficar em casa
#4 Ver-se constantemente como vítima
#5 Pessimismo
#6 Queixa crónica
#7 Exagerar
#8 Fugir dos problemas
#9 Não procurar desenvolver-se
#10 Apoiar-se na inveja


A felicidade assume tantas formas que, por vezes, é difícil defini-la. Por outro lado, a infelicidade é fácil de identificar. Não só a conseguimos ver, como conseguimos perceber que se apoderou de nós. A infelicidade afasta as pessoas de nós e cria um círculo vicioso que nos puxa para baixo e impede-nos de alcançar tudo aquilo que somos capazes.

Há um estudo muito conhecido (Terman Study – Standford) que, ao longo de 8 décadas de investigação, concluiu que a proximidade a pessoas infelizes está relacionada com uma saúde mais fraca e curta duração média de vida.

Por norma, costumamos culpar as circunstâncias da vida pela nossa infelicidade, mas estudos recentes afirmam que “as circunstâncias da vida” e a genética têm um impacto de 50% na nossa felicidade, os restantes 50% é da nossa responsabilidade sob a forma de hábitos e perceções.

 

“A Constituição só dá o direito de procurarmos a felicidade. Somos nós próprios que a temos de encontrar”
Benjamin Franklin

 

#1 Esperar pelo futuro
Dizermos a nós próprios que só vamos ser felizes quando algo no futuro acontecer (uma promoção, um relacionamento, ganhar mais dinheiro… não importa o que seja!) é o maior hábito intensificar da infelicidade. Porquê? Porque coloca a solução nas circunstâncias e já está provado que melhorar as circunstâncias não melhora a felicidade. Foque-se em ser feliz agora, no presente momento, porque o futuro é incerto.

#2 Perder tempo e esforço a comprar “coisas”
Há estudos que comprovam que pessoas a viver em extrema pobreza evidenciam um aumento significativo de felicidade assim que as suas finanças melhoram, mas só até certo ponto. Há imensos estudos que concluem que a aquisição de materiais não nos torna mais felizes. Quando comprar coisas torna-se um hábito para alcançar a felicidade, o mais provável é sentirmos um vazio e infelicidade/neutralidade após passar a experiência da aquisição. Já o tempo e o esforço gasto com família, amigos e hobbies revelam-se bastante gratificantes e reforçam o estado de felicidade.

#3 Ficar em casa
Quando nos sentimos tristes temos por hábito evitar pessoas, o que é um erro enorme! Socializar, mesmo que não seja o que queremos naquele momento, traz imensos benefícios para o nosso humor. Se a sua infelicidade está a torná-lo antissocial, faça um esforço para sair de casa e conviver!

#4 Ver-se constantemente como vítima
Pessoas infelizes tendem a partir da suposição crónica de que a vida é dura e fora do seu controlo. O problema é que é essa filosofia que promove o sentimento de desamparo e faz as pessoas sentirem-se impotentes e impedidas de agir para melhorar a sua vida. Note que, todos nós passamos por momentos difíceis, uns mais que outros, mas é importante reconhecer quando a nossa maneira de pensar começa a afetar a nossa perspetiva sobre a vida.

#5 Pessimismo
O péssimo está para a infelicidade como um fósforo acesso está para a gasolina.
O problema do pessimismo, para além do humor, é que torna a suas profecias autorrealizáveis: se espera coisas más, é mais provável que vá obter coisas más. E porquê? Porque o seu cérebro vai estar tão marcado na preferência pelo negativo que já não vai avaliar o positivo, mesmo que coisas boas lhe aconteçam ou que as presencie, o seu cérebro não vai permitir que capte isso no seu radar. Os pensamentos pessimistas são difíceis de diminuir e para tal temos que reconhecer que muitos dos nossos pensamentos não são lógicos, uma das formas de os combater é obrigar-nos a desfragmentar os acontecimentos com base em factos.

#6 Queixa crónica
Juntamente com o pessimismo, a queixa crónica é igualmente inflamável. Se estamos constantemente a falar (logo, a pensar) que tudo está mal, estamos a reforçar essa crença negativa em nós próprios. Note que, há diferenças entre falar do que nos preocupa, procurando soluções – que é bastante terapêutico – e estarmo-nos sempre a queixar.

#7 Exagerar
A todos nós nos acontecem coisas más. A diferença é que as pessoas felizes encaram essas coisas más pelo que são – um percalço – enquanto as pessoas infelizes encaram qualquer coisa negativa como uma evidência adicional de que a sua vida é dura e que nada podem fazer para mudá-la.

#8 Fugir dos problemas
As pessoas felizes são responsáveis pelas suas próprias ações, ou seja, se cometem um erro, sabem que o cometeram e sabem que depende delas não voltar a comete-lo. As pessoas infelizes, por outro lado, sentem-se ameaçadas pelos problemas e erros, então tendem a escondê-los. Regra geral, quando ignoramos um problema ele tende a aumentar. Quanto mais fizermos nada para resolver um problema, ele aumenta, começamo-nos a sentir impotentes na resolução do mesmo e então o problema atinge tal ponto que já não há nada a fazer e somos vítimas das circunstâncias da vida.

#9 Não procurar desenvolver-se
As pessoas infelizes como são pessimistas e sentem que não têm controlo sobre as suas vidas, tendem a esperar que, de alguma forma, a vida faça alguma coisa por elas. Não estabelecem metas, não tentam melhorar e simplesmente ficam como que parados no tempo.

#10 Apoiar-se na Inveja
Ciúmes e inveja são incompatíveis com a felicidade. Se passamos muito tempo a compararmo-nos com os outros, é altura de parar.

12 comportamentos que os “top-performers” têm em comum

Uma das mais importantes categorias da Inteligência Emocional é o autocontrolo (autogestão emocional) e é igualmente a categoria mais difícil de treinar e desenvolver.

Mas quando dominada, torna-se numa arma massiva em termos de produtividade por ajudar-nos a nos mantermos focados no que importa. Ao mesmo tempo, quando não a conseguimos dominar, a nossa produtividade é altamente afectada, entre outros diversos factores.

Foram testadas mais de um milhão de pessoas consideradas top performers e descobriram que cerca de 90% das mesmas, têm uma Inteligência Emocional elevada. Em simultâneo, foram analisar de que forma essas pessoas conseguem manter esse registo de performance.

O resultado dessa análise resultou neste artigo de Travis Bradberry onde são indicados 12 comportamentos que as pessoas bem-sucedidas têm em comum e que as permitem manterem-se produtivas e em controlo das suas emoções.

#1 Perdoam-se a si mesmas
#2 Apenas dizem “sim” quanto realmente querem dizer “sim”
#3 Não procuram a perfeição
#4 São focadas em soluções
#5 Evitam os “e se?”
#6 Mantêm-se positivas
#7 Alimentam-se (bem)
#8 Dormem
#9 Exercitam-se
#10 Meditam
#11 Esperam que os impulsos diminuam
#12 Bloqueiam o discurso interno negativo

#1 Perdoam-se a si mesmas
As pessoas emocionalmente inteligentes sabem que o sucesso reside na sua capacidade de enfrentarem o fracasso e de não ficarem a viver no passado. Tudo aquilo que pretendemos alcançar envolve assumir riscos e não podemos permitir que um fracasso nos impeça de acreditar na nossa capacidade para sermos bem-sucedidos. Quando vivemos no passado, este passa a ser o nosso presente e isso impossibilita-nos de seguir em frente.

#2 Apenas dizem “sim” quanto realmente querem dizer “sim”
Sabia que, quanto maior for a dificuldade em dizermos “não”, maior probabilidade de sentirmos sintomas de stress, burnout e depressão/ansiedade?

Dizer “não” é uma ferramenta poderosa e não devemos ter medo de usá-la. Dizer “não” a um novo compromisso, honra os compromissos existentes e dá-nos a oportunidade de cumpri-los com êxito. Apenas lembre-se de que, dizer que não é um acto de autocontrolo no presente que irá permitir aumentar o seu autocontrolo no futuro, evitando os efeitos negativos do excesso de compromissos.

#3 Não procuram a perfeição
Quando a perfeição é o nosso objetivo máximo, sentimos sempre um sentimento de fracasso e de insatisfação que nos leva a querer desistir ou a reduzir o nosso esforço. As pessoas emocionalmente inteligentes não têm a perfeição como objetivo máximo, dado que sabem que a mesma não existe.
Quem procura a perfeição máxima, perde mais tempo a alimentar o seu sentimento de insucesso por não atingir o seu objectivo, ao em vez de sentir-se entusiasmado pelo que conseguiu alcançar e fazer planos para futuros objectivos.

#4 São focadas em soluções
O nosso foco determina o nosso estado emocional. Quando nos fixamos no problema que enfrentamos no momento, criamos e prolongamos um estado emocional negativo que dificulta a nossa autogestão emocional.
Quando nos focamos nas ações necessárias para ultrapassar o problema, criamos uma sensação de eficácia pessoal que produz emoções positivas, melhorando a nossa performance.
As pessoas emocionalmente inteligentes quando enfrentam problemas focam-se apenas nas soluções e não ruminam os problemas.

#5 Evitam os “e se?”
As perguntas do “e se?” ativam o stress e a preocupação. O desenrolar de um acontecimento pode acontecer de milhares de formas diferentes e quanto mais tempo perdemos preocupados com as milhares de formas diferentes, menos tempo passamos a agir e a sermos produtivos (ser produtivo ajuda a manter o foco e acalma).

Note que, não nos estamos a referir a pensamento estratégico na tomada de decisão (é necessário e trata-se de outra situação), mas sim ficar o auto sobre carregamento de preocupações.

#6 Mantêm-se positivas
Os pensamentos positivos ajudam na autogestão emocional por focarem o cérebro na recompensa (entenda-se como recompensa, uma pluralidade de coisas positivas para nós). O nosso cérebro tende a divagar (constantemente) e é necessário ajudá-lo, selecionando conscientemente acontecimentos positivos para ele pensar. Qualquer pensamento positivo irá redirecionar a atenção do nosso cérebro. Quando tudo está bem, o nosso humor também está bom e a autogestão emocional torna-se fácil. Quando tudo está mal, o nosso humor piora, o nosso cérebro é inundado de pensamentos negativos e a autogestão emocional torna-se um desafio. Ao pensarmos em coisas positivas, estamos a mudar o foco do nosso cérebro do pior para o melhor, resgatando o foco e facilitando a autogestão emocional.

#7 Alimentam-se (bem)
Este comportamento insere-se na categoria contraintuitiva, principalmente para quem tem vontade de comer este mundo e o outro, sempre que exerce autogestão emocional.
O nosso cérebro queima reservas de glicose sempre que exerce autocontrolo emocional e se, nesses momentos, os níveis de açúcar no sangue estiverem baixos, mais facilmente sucumbimos a impulsos destrutivos. O que leva-nos à procura de alimentos açucarados que, por sua vez, aumentam os nossos níveis de açúcar no sangue muito rapidamente, deixando-nos drenados e vulneráveis a mais comportamentos impulsivos logo pouco tempo depois. É preciso alimentarmo-nos bem, ou seja, com produtos que provoquem uma combustão lenta de açúcar no nosso corpo, que nos irá dar assim uma janela de oportunidade maior sempre que exercemos autogestão emocional.

#8 Dormem
Dormir bem é extremamente importante. Quando dormimos, o nosso cérebro recarrega-se e faz uma triagem das memórias (ou armazena ou destrói), para que acordemos “frescos”. A nossa autogestão emocional, atenção e memória reduzem-se sempre que não dormimos as horas necessárias para o cérebro se regenerar. A privação do sono aumenta a hormona do stress, mesmo sem haver situações de stress, diminuindo drasticamente a nossa produtividade. Mais, quando dormimos pouco, o nosso cérebro tem dificuldade em absorver glicose, logo ficamos mais vulneráveis a impulsos que afastam o nosso foco e temos maior tendência em comermos alimentos açucarados para compensar os níveis de açúcar.

#9 Exercitam-se
Apenas 10 movimentos de movimento corporal, libertam GABA (ácido gama-aminobutírico) um neurotransmissor que faz o nosso cérebro relaxar e a manter o autocontrolo emocional.

#10 Meditam
A meditação treina o nosso cérebro para se tornar numa máquina de autocontrolo. Mesmo as técnicas simples, como a atenção plena (mindfulness), que envolve durante apenas 5 minutos diários a concentração só na nossa respiração e nos nossos sentidos, melhoram a nossa autoconsciência e a capacidade do nosso cérebro em resistir a impulsos destrutivos.
#11 Esperam que os impulsos diminuam

O desejo e a distração têm a tendência de refluxo e fluxo, tal como a maré. Quando o impulso que precisamos controlar é forte, esperar que essa onda de desejo passe, geralmente é suficiente para nos mantermos no controlo. Quando sentimos que devemos ceder, a regra de ouro aqui é esperar pelo menos 10 minutos antes de ceder à tentação.

#12 Bloqueiam o discurso interno negativo
Um grande passo no exercício da autogestão emocional envolve a interrupção do discurso interno negativo. Quanto mais ruminamos em pensamentos negativos, mais poder ganham os pensamentos negativos.
A maioria dos nossos pensamentos negativos é apenas isso mesmo, pensamentos, e não factos. Quando começamos a acreditar nas coisas negativas e pessimistas que a nossa voz interior nos diz, é hora de parar e anotá-las. Pare literalmente o que estiver a fazer e escreva o que está a pensar. Isso ajudará a abrandar o impulso negativo dos pensamentos e tornar mais clara as nossas ideias, sem interferências.

 

Tradução adaptada de  http://www.huffingtonpost.com/entry/how-successful-people-stay-productive-and-in-control_us_594c1b73e4b07cdb1933c0d0

 

Treino Avançado Inteligência Emocional – Porto – Maio/2017

Em Maio de 2017 voltamos mais uma vez à grande cidade do Porto, para mais uma edição do Treino Avançado Inteligência Emocional!

Foi um fim de semana muito bem passado, com casa cheia, onde os participantes aprender um pouco mais como gerir as suas emoções. Neste curso de inteligência emocional, ensinamos inúmeras técnicas para aprender a conhecer melhor o próprio cérebro, entender os nossos comportamentos, gerir as emoções, reconhecer emoções nas outras pessoas e melhorar os relacionamentos pessoais. É um desenvolvimento pessoal através de inúmeras técnicas.

Muito obrigado a todos os participantes que tiraram dois dias para treinar a sua Inteligência Emocional!

Algumas fotos do evento:

#8 Desafio 2017 – Assertividade

Olá!

Mês de Agosto, típico mês de férias para muitas pessoas. Embora este mês seja, para muitos, para descansar, podemos continuar a treinar a nossa inteligência emocional com pequenos passos diários. Neste mês quero desafiar-te a treinar a tua Assertividade!

Os últimos 7 desafios que lançamos, foram:

 

No espectro da comunicação, podemos ser mais passivos, agressivos ou assertivos.

Num dos extremos do espectro da comunicação, temos as pessoas passivas. Têm medo de defender as suas ideias, aquilo que pensam, e mesmo quando têm algo de relevante para acrescentar, preferem não o fazer. Evitam olhar para as pessoas, tornam-se mais isoladas, valorizam-se pouco e têm mais dificuldade em atingir os seus objetivos. Preferem prejudicar-se de forma a evitar potenciais conflitos.

No outro extremo do espectro, temos as pessoas agressivas. Estas pessoas tendem a interromper os outros e a falar por cima e em tom elevado. Intimidam os outros através da sua linguagem verbal e não verbal e consideram apenas as suas opiniões como válidas. São capazes de atingir mais objetivos na vida que as pessoas passivas, mas à custa de magoar e “passar por cima” das outras pessoas.

No meio, temos as pessoas assertivas. As pessoas mais assertivas têm a capacidade de comunicar as suas intenções, ideais, valores, convicções, de forma confiante e não agressiva. Utilizam um bom contacto ocular, falam abertamente e com um bom tom de voz. Valorizam a sua opinião tanto com a dos outros, sem deixar de defender aquilo que acreditam. Estas pessoas atingem os seus objetivos com facilidade, respeitando os outros ao longo do caminho.

Quando treinamos a nossa assertividade, começamos a aumentar a nossa autoestima, entendemos melhor os outros e ganhamos mais tempo, bem como mais energia.

Uma das maiores dificuldade que temos, é dizer “Não” às outras pessoas, principalmente se tivermos uma ligação emocional ou profissional mais forte.

À semelhança dos outros meses, lançamos desafios pequenos para ires aplicando no dia a dia. Conseguimos ganhar novas competências comportamentais, se começarmos com pequenos passos, repetidos habitualmente. Então, o nosso desafio deste mês, é que comeces a dizer “Não” a algumas coisas no teu dia a dia. Pequenas coisas, pequenos pedidos, que não te tragam uma grande carga emocional. Se fores ganhando o hábito de dizer “Não”, vais ganhar mais confiança no teu discurso e vais conseguir defender mais facilmente as tuas convicções e valores.

Bom treino!

 

 

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