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#7 Desafio 2018 – Objetividade

Já passou mais de metade de 2018 e chegamos a Julho, tempo de mais um desafio para desenvolver a nossa Inteligência Emocional!

Recordamos os últimos seis desafios mensais:

Depois do mês passado termos abordado a alimentação e como ela pode impactar a nossa Inteligência Emocional, este mês vamos falar de uma categoria específica da Inteligência Emocional, que é a Objetividade.

A Objetividade é a capacidade de analisarmos o meio à nossa volta, sem vieses cognitivos. O viés cognitivo  é um padrão de distorção de julgamento que ocorre em situações particulares, levando à distorção perceptual, julgamento pouco acertado, interpretação ilógica, ou o que é amplamente chamado de irracionalidade. Então, a Objetividade é a capacidade de vermos as coisas, tal como elas são.

Mas será isto possível? Embora a resposta possa parecer que “sim”, a verdade é que não. Nós interpretamos o que vemos e o que nos acontece, com base nas nossas percepções, nas nossas experiências passadas, nas nossas crenças, nos nossos valores e consoante o estado emocional do momento. No entanto, este viés cognitivo pode ser amplamente reduzido se estivermos conscientes da forma como estamos a analisar uma situação, em vez de estarmos em piloto automático, sem questionar o nosso pensamento e a nossa tomada de decisão.

A nossa capacidade de sermos objetivos depende da nossa vontade em questionar os nossos modelos mentais, as lentes pelas quais, percepcionamos, interpretamos e respondemos ao mundo à nossa volta. Se os nossos modelos mentais estiverem incorrectos, então o nosso entendimento sobre o que está a acontecer e a nossa resposta, estão muitas vezes incorrectos também. É por isso que por vezes avaliamos incorrectamente as situações, reagimos de forma exagerada ou levamos algumas coisas como um ataque pessoal.

A Objetividade é fulcral para conseguirmos interagir de forma mais saudável e positiva com as pessoas à nossa volta e para não sermos sequestrados pelas nossas distorções cognitivas. Não é por acharmos que algo é de determinada forma, que é verdade. No entanto, nós tornamos-o verdade, por pensar dessa forma. Então, temos tentar ser mais objetivos.

Por detrás de um comportamento, tende a estar uma intenção. No entanto, nós apenas vemos o resultado do comportamento e inferimos automaticamente uma intenção de acordo com o nosso modelo mental, que possui vários vieses cognitivos. Durante este mês, cada vez que deparares com um comportamento em que não reagiste tão bem, faz as seguintes perguntas:

  • Porque é que reagi desta forma?
  • Que suposições fiz sobre o comportamento para ter reagido dessa forma?
  • Essas suposições são factos, são verdades irrefutáveis? Ou apenas é uma interpretação minha?

Estas perguntas irão ajudar-te a sair de uma análise mais subjetiva da situação, para uma análise mais objetiva.

 

 

 

 

 

 

 

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