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És apaixonado pela Performance, mas essa paixão tira-te o foco das pessoas? Tenta esta abordagem

Existem pessoas apaixonadas por manterem uma performance ao mais alto nível! Pessoas com uma energia fenomenal e com ideias efervescentes focadas continuadamente em melhorias.

E sendo estas caraterísticas excelentes e bastante procuradas no mundo empresarial, por vezes, parece gerar stress e alguma resistência nas equipas com quem essas pessoas trabalham.

E por que motivo isso acontece?

Pessoas apaixonadas pela sua performance são altamente focadas em tarefas. Na cabeça delas fervilham objetivos, atividades e listas de “to-do”. Basicamente, é como se essas pessoas estivessem montadas numa Harley-Davidson e andassem na autoestrada a toda a velocidade, ao ponto de deixarem de reparar na sinalização e marcas rodoviárias.

Ou seja, existem momentos em que toda essa energia deixa de estar focada na equipa, isto é, num grupo de pessoas reunidas para a mesma tarefa ou ação, pecando no reconhecimento de como os restantes membros se estão a sentir, nomeadamente em termos de stress, ansiedade, cansaço ou falta de engagement.

Quando isto acontece é altura de rebalancear o foco e tentar melhorar a capacidade de conectar com o ambiente emocional da equipa e tentar perceber como criar uma cultura organizacional que ajude a inteligência emocional prosperar.

Se és ou conheces uma dessas pessoas, vamos mostrar-te a abordagem EAR que pode ajudar a restabelecer o foco. Esta abordagem deve ser utilizada por todas as pessoas, não só por aquelas que têm menos foco nas pessoas e na equipa.

Abordagem EAR

  • Engage: sintonizar a 100% com o que se passa com os membros da equipa. Focar só neles, como um detetive de inteligência emocional! Tentar perceber se há alterações de respiração, da própria aparência e postura corporal. Ter atenção ao tom de voz das pessoas, ao ritmo, volume, entoação e hesitação. E, acima de tudo, procurar ter atenção a como as pessoas se sentem;
  • Aceitar: aceitar as emoções e procurar compreende-las. E, acima de tudo, procurar compreender as emoções dos outros, esquecendo o que é certo e o que é errado. Procurar resistir à tentação de reagir, interpretar ou culpar. Procurar compreender ao em vez de julgar;
  • Responder: comunicar compreensão. Sabias que, quando uma pessoa sente conforto por os seus sentimentos serem compreendidos, a pressão sanguínea baixa, promovendo um alivio da ansiedade e stress? É fundamental investir algum tempo em perceber como é a melhor forma de dinamizar a compreensão genuína pelos diferentes momentos da equipa, quer de forma individual e coletiva.

 

E porque motivo tudo isto é importante?

As emoções são contagiosas e toda a gente olha para quem está hierarquicamente em cima. Se essa pessoa estiver “de humores” isso vai afetar o dia de trabalho de toda a equipa. Quantas vezes não ouvimos dizer ou nós próprios dizemos “hoje não é um bom dia para tratar desse assunto com ele/a, talvez amanhã…”. E quando isto é recorrente deixa marcas na forma como gerimos as nossas relações profissionais, porque passamos a evitar essa pessoa no futuro… é um mecanismo de autoproteção do cérebro.

O nosso cérebro vive de reconhecer padrões e quando ocorre uma falha nesse padrão – uma explosão emocional – o cérebro é constantemente distraído para esse erro.

E qual a consequência? O cérebro tem menos energia disponível para concentrar-se em tarefas de trabalho e tornamo-nos menos capazes de resolver problemas complexos e começamos a cometer erros em coisas simples. A frustração e o sentimento de insegurança em nós aumenta e acabamos por passar a desempenhar tarefas abaixo do nível ótimo para não nos comprometermos.

E isto é um círculo vicioso que condena a produtividade, performance e o engagement de qualquer empresa.

A concentração na criação de um ambiente em que os colaboradores experienciem uma cultura organizacional emocional como recompensadora ajudará a fomentar a partilha, a confiança entre a equipa, incentivará a comportamentos de risco saudável e maximizará a aprendizagem.

Vamos começar a treinar a abordagem EAR?

 

Inspirado e adaptado de

https://www.trainingzone.co.uk/lead/strategy/emotional-intelligence-the-ear-approach

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